terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Em tempo: mudança de nome da CR


O Decreto nº 7.778, de 27 de Julho de 2012, trouxe a nova versão do Estatuto da FUNAI e com isso algumas mudanças administrativas na organização da Fundação e das Coordenações Regionais.
Uma das mais evidentes foi a mudança de nomenclatura de algumas Coordenações Regionais. Em nossa CR a mudança ocorreu: anteriormente chamada de Tucumã, em alusão à cidade que sedia a Coordenação, agora é identificada como Kayapó Sul do Pará, uma referência à etnia que atendemos e também à localização das comunidades, já que outra parte dos Kayapó (Metuktire) também vive no estado do Mato Grosso.
Desta forma, a identificação do blog da CR também foi alterada, de modo a unificar os termos e também atender às determinações do Decreto.



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Feliz Ano Novo


2012 sem dúvida foi um ano de importantes realizações para a CR Kayapó Sul do Pará e também para o povo Kayapó.

Diversas ações foram executadas nas diferentes áreas de atuação da Coordenação (cultura, educação, etnodesenvolvimento, fiscalização e monitoramento e promoção social), bem como houve mudanças significativas na esfera institucional, a exemplo a reestruturação física da Coordenação, que agora ocupa um novo espaço. 

O novo ano já iniciou repleto de atividades e planejamentos, o que indica que muito mais vem por aí!

Que 2013 seja pleno de muitas realizações!

Que sejamos fortes como guerreiros, mas sem perder a esperança e a doçura de uma criança!







quarta-feira, 12 de setembro de 2012

I Feira Mebengokré de Sementes Tradicionais marca calendário Mebengokré

Espaço de troca de sementes na casa do guerreiro


Entre os dias 03 e 07 de setembro ocorreu a I Feira de Sementes Mebengokré, na aldeia Moikarakô, terra indígena Kayapó, no município de São Félix do Xingu.

Participaram da festa mais de 20 aldeias Mebengokré, os parentes Metuktire do Mato Grosso e outras 16 etnias, além de diversas instituições parceiras. O evento teve ainda a cobertura de uma renomada emissora de televisão e em breve será noticiado nacionalmente.


A Feira, organizada pela Associação Floresta Protegida, é uma demanda antiga da comunidade de Moikarakô, que tradicionalmente participa de diversos eventos de intercâmbio cultural pelo país e ansiava por receber parentes e amigos em sua casa.


Mytkatyry, ministrante da Oficina de Artesanato Tradicional 
Na programação de cinco dias houve solenidade de abertura e encerramento, mesas redondas relacionadas às temáticas de segurança alimentar e atividades produtivas, além de oficinas diversas, minicursos e apresentações culturais todas as tarde e noites. O espaço de troca de sementes, previsto diariamente na programação, permitiu a todos os participantes o intercâmbio de produtos diversos, além da comercialização.

A FUNAI foi a principal parceira da Feira, possibilitando o acesso a recursos por meio da Diretoria de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável, das Coordenações de Etnodesenvolvimento e Gestão Ambiental e ainda do  Museu do Índio.

Além da contrapartida financeira, a Coordenação Regional Kayapó Sul do Pará viabilizou a logística de deslocamento dos participantes e ofereceu oficinas relacionadas à cultura Mebengokré e também à agroecologia, tema importante na temática. Paralelo a isso diversos encaminhamentos e providências foram tomadas a fim de contribuir com a realização e sucesso da Feira.

Oficina de Agroecologia
Além da equipe de servidores da CR Kayapó Sul do Pará, participaram do evento servidores das Coordenações de Altamira, Amapá e Norte do Pará, Araguaia Tocantins, Baixo Tocantins, Centro-leste do Pará, que acompanhavam os indígenas de suas jurisdições. Representando a FUNAI sede nas mesas redondas vieram os servidores Daniel Piza - CGGAM e Tatiana Vilaça - CGMT.

A comunidade de Moikarakô se preparou nos últimos meses para receber a todos, fazendo da Feira um sucesso de organização e acolhimento. A celebração do encontro e reencontro entre os parentes e a interação de todos os participantes sem dúvida foram o diferencial desta que promete ser a primeira de muitas outras Feiras.

No penúltimo dia do evento também foi comemorado o 19º aniversário da aldeia Moikarakô, uma data que se tornou especial para todos os presentes.

Oficina de pintura Mebengokré

A Feira proporcionou uma troca única de experiências, a partilha de saberes e a felicidade de celebrar, elementos que já deixam saudades em todos que estiveram em Moikarakô durante a semana.


Caciques e crianças na comemoração do 19º aniversário da aldeia Moikarakô

terça-feira, 21 de agosto de 2012

I Feira Mebengokré de Sementes Tradicionais

Está chegando!



A I Feira Mebengokré de Sementes Tradicionais acontece do dia 03 a 07 de setembro e reunirá mais de 20 aldeias Mebengokré, além de outras etnias convidadas e diversas instituições.

Maiores informações acessem o blog da Feira


Ou pelo Facebook


Castanha.
Foto: Adriano Jerozolimski - Facebook Feira de Sementes

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

09 de agosto - Dia Internacional dos Povos Indígenas


Hoje, 09 de agosto, é comemorado o Dia Internacional dos Povos Indígenas. A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu a data em 1995, a partir de encontros realizados em sua sede, onde diversos grupos indígenas reivindicavam a garantia de seus direitos.
A partir destas mobilizações foi criada a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, aprovada na 107ª sessão Plenária de 13 de setembro de 2007, que orienta diversas leis e políticas na área indigenista e assegura o direito dos povos indígenas em diversos países.
Muitas instituições e populações indígenas comemoram a data como um marco na luta pela garantia e reconhecimento de seus direitos. Este ano, a data está sendo marcada por uma série de manifestações e atos públicos contra as recentes ameaças à causa indígena, em especial a publicação da Portaria 303, em 16 de julho de 2012, pela Advocacia Geral da União (AGU).

No contexto da FUNAI, inúmeras ações em todo Brasil ocorrerão no dia de hoje, de modo a reforçar o estado de greve dos servidores do órgão e denunciar à sociedade as inúmeras dificuldades do órgão indigenista do país. Como culminância das ações, está prevista a entrega de uma denúncia ao Ministério Público Federal quanto ao precário estado em que se encontra a FUNAI.

O Dia Internacional dos Povos Indígenas surgiu de um movimento de luta destas populações e, enquanto houver ameaças e desafios às comunidades, o dia 09 de agosto sempre será uma data de mobilizações e reivindicações em nome de um futuro melhor para as novas gerações indígenas.


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Servidor da CR Tucumã participa do Curso Dimensões das Culturas Indígenas do Museu do Índio

A CR Tucumã possibilitou a participação de um representante do curso Dimensões das Culturas Indígenas, realizado anualmente pelo Museu do Índio, no Rio de Janeiro.
O curso este ano voltou-se para as temáticas Patrimônio, Arte e Meio Ambiente e contou com uma programação diversificada e com palestrantes renomados dentro do indigenismo brasileiro. 

Jean-Jacques Armand Vidal

Também participaram da programação indígenas de diferentes etnias, que contribuíram com as discussões através da exposição de suas culturas.
O público, em geral, é formado por acadêmicos e profissionais ligados ou interessados na causa indígena. 
Todas as discussões foram enriquecedoras e contribuíram, sem dúvida, para uma reflexão crítica quanto à questão indígena no Brasil.

Mesa redonda com representantes indígenas
Programação:


1º Dia -  Demografia dos Povos Indígenas no Brasil - Marta Azevedo (UNICAMP/FUNAI)
2º Dia –  Cinema Etnográfico e Povos Indígenas – Patrícia Monte-Mor (UERJ) 
3º Dia –  Patrimônio Cultural Indígena – Luís Donisete Grupioni (IEPÉ) 
4º Dia –  História e Cultura Material Nambiquara – Anna Maria Ribeiro Fernandes da Costa (IHGMT/Ikuiapá) 
5º Dia –  Mesa Redonda com Cineastas Indígenas 
6º Dia – Povos Indígenas e Comunidades Quilombolas - Aproximações e Sobreposições Políticas e Etnológicas - José Maurício Arruti (UNICAMP) 
7º Dia –  Cultura Material Karajá: Chang Whan (PRODOCLIN/Museu Do Índio) 
8º Dia –  A Cerâmica do Povo Paiter Suruí de Rondônia: Jean-Jacques Armand Vidal (Artista Plástico) 
9º Dia - Políticas Ambientais e Povos Indígenas: do Brasil Escravista ao Século Xxi – José Augusto Pádua (UFRJ)
10º Dia - Mesa redonda - Povos Indígenas e Patrimônio Cultural

terça-feira, 31 de julho de 2012

Funai Tucumã - PA apreende equipamentos de garimpo ilegal



A equipe do Serviço de Gestão Ambiental e Territorial da Coordenação Regional da Funai em Tucumã (SEGAT/CR/TCA), no Pará, realizou a apreensão de diversos equipamentos utilizados em atividades garimpeiras ilegais, na Terra Indígena Kayapó. O objetivo inicial do grupo apreendido era deslocar-se até a localidade denominada garimpo Santilli, no interior da TI Kayapó.

A ação aconteceu no dia 21 de junho, no rio Fresco, e apreendeu uma balsa carregada com escavadeira hidráulica, trator com carreta, sete motores com bombas de sucção acopladas, 15 mil litros de óleo diesel, barco de alumínio com motor de popa, gêneros alimentícios e materiais diversos utilizados no garimpo ilegal de ouro.

Operação

A equipe do SEGAT/CR/TCA começou uma ação de investigação, durante as primeiras semanas do mês de junho, sobre a logística utilizada na realização da atividade ilegal de garimpo no interior de terras indígenas da região. O grupo monitorou a mobilização, no município de São Félix do Xingu (PA), de garimpeiros que pretendiam invadir a TI Kayapó com o objetivo de desenvolver a atividade clandestina nas proximidades da Aldeia Gorotire.

Na tarde do dia 21 de junho, a equipe foi informada de que a balsa carregando equipamentos havia adentrado a TI Kayapó deslocando-se do rio Xingu em direção ao rio Fresco, que corta o interior da terra. A equipe do SEGAT/CR/TCA realizou um sobrevoo na área a fim de averiguar se a balsa estava realmente no interior da terra indígena, o que foi confirmado. A aeronave pousou na aldeia Kikretum, localizada às margens do rio Fresco, e a equipe se deslocou de voadeira para realizar a abordagem.

A balsa foi abordada nas proximidades da corredeira do Limão, no rio Fresco, sendo constatada a presença de nove não indígenas que confirmaram a intenção de seguir para o garimpo Santilli. Eles pretendiam garimpar por seis meses. Também estavam presentes dois índios da aldeia Gorotire que, segundo os relatos, foram contratados para acompanhar o transporte dos maquinários em troca de mil reais, quantia que, de acordo com eles, seria repartida entre os membros da família.

As pessoas e os materiais apreendidos foram conduzidos até a cidade de São Félix do Xingu (PA) e apresentados a um delegado da Polícia Federal, que realizou as oitivas dos que estavam na balsa, inclusive os indígenas, para a abertura de inquérito policial. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Saneamento (Semas) de São Félix do Xingu realizou o termo de apreensão de todos os equipamentos, maquinários e combustível, que ficaram sob a responsabilidade da Prefeitura Municipal. Como se trata de crime ambiental, a equipe do SEGAT/CR/TCA solicitou ao delegado que preside o inquérito, o perdimento de todos os bens apreendidos em favor da Prefeitura de São Felix do Xingu.

Ações integradas

Para que ações de fiscalização em terras indígenas e em áreas do entorno sejam efetivas é necessário o estabelecimento de parcerias locais. Desta forma, a Coordenação Regional da Funai em Tucumã tem buscado ampliar as relações com parceiros, colaboradores e protetores do meio ambiente, visando proteger as terras indígenas.

Além da fiscalização realizada no interior das terras, entende-se que o entorno delas devem ser consideradas como áreas de amortecimento e tratadas de maneira diferenciada, já que estes são os locais onde geralmente ocorre todo o suporte logístico das atividades ilegais e onde as informações de ilícitos são coletadas.

Nesse sentido, a Coordenação Regional de Tucumã, através do SEGAT, tem investido em acordos de cooperação institucional visando a integração dos esforços de fiscalização. As ações contam assim com a parceria de órgãos federais como Ibama e Polícia Federal, serviços de fiscalização estadual como Policia Militar e Batalhão Ambiental e também municipal através das secretarias de Meio Ambiente.

O objetivo é não apenas fiscalizar e monitorar ilícitos, mas também incentivar novas estratégias de prevenção dos mesmos através de ações de conscientização, além da realização de projetos de recuperação de áreas degradadas e apoio à realização de atividades produtivas. Espera-se, como resultado final, atingir uma gestão integrada do território indígena, procurando contribuir com a execução da PNGATI (Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial Indígena) nos municípios onde se encontram as terras indígenas sob jurisdição da CR de Tucumã.

Extraído do site http://www.funai.gov.br/

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Funai e IBAMA desativam serrarias e garimpos na Ti Kayapó


A Fundação Nacional do Índio (Funai) iniciou, no último dia 14, a Operação Floresta Livre, em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). O objetivo é combater o funcionamento ilegal de serrarias e garimpos na Terra Indígena Kayapó, entre os municípios de Tucumã e Cumaru do Norte, no sudeste do Pará.  A operação é uma continuidade de ações deflagradas em 2010 e 2011, que identificaram o funcionamento de seis serrarias clandestinas mantidas com madeira oriunda da TI Kayapó e originaram as operações Ocara e Bateia.
Com o apoio da polícia militar do Pará, a Operação Floresta Livre identificou quatro serrarias ativas no município de Cumaru. Uma delas é legalizada e está em condições regulares de funcionamento, outra está em vias de legalização, mas foi embargada pelo IBAMA por estar atuando antes de obter licença e duas são clandestinas e foram desativadas. 
As serrarias tiveram seus maquinários apreendidos pelo IBAMA, ficando estes à disposição da justiça como peças para abertura de inquérito pela Polícia Federal. Também foram apreendidos cinco caminhões de madeira, totalizando cerca de 80m³. A carga será destinada à prefeitura de São Felix do Xingu/ PA para a construção e reforma de escolas no interior da Terra Indígena Kayapó.
A primeira investida contra a exploração de madeira na TI Kayapó ocorreu em novembro de 2010, durante a operação Ocara. A operação desmontou e embargou cinco serrarias em Cumaru do Norte e duas em Bannach. Em maio de 2011, no entanto, foi constatado que três delas haviam voltado a operar ilegalmente e uma nova serraria havia se instalado recentemente no entorno da área protegida. 
A estratégia é manter uma ação continuada nessas localidades a fim de desarticular o desmatamento ilegal, que acaba funcionando como porta de entrada de madeireiros e vem causando estragos ao patrimônio florestal dos Kayapó.
Garimpo na TI Kayapó
Outra investida da operação foi contra um garimpo, na mesma terra indígena. A Operação verificou grande quantidade de baixões nas imediações da cidade de Cumaru do Norte e desativou 19 motores de garimpo que causaram grande degradação ambiental. Em um ponto específico da TI Kayapó, foram detectadas, por meio de sobrevôo de helicóptero, cerca de 50 pares de máquinas de garimpo, 12 balsas de grande porte e 250 pessoas na atividade ilegal.
No garimpo Santilli, localizado no interior da TI Kayapó, existe, segundo os garimpeiros que saíram da área, um grupo armado composto por 12 pistoleiros, que estariam fazendo a segurança do garimpo e das balsas existentes na localidade. 
À ação dos garimpeiros estão associados a casos de malária, provenientes da região do garimpo, além de doenças como esclerose, demência e dificuldades de orientação na população idosa das aldeias da região, devido danos causados ao sistema nervoso por contaminação com mercúrio. Na população mais jovem já foram detectados casos de difteria em razão consumo de água contaminada pela atividade de garimpo.
Existem inquéritos na Polícia Federal do município de Redenção/PA apurando esses casos na TI Kayapó e entorno. Há, ainda, um processo investigativo em curso, que tem o objetivo de investigar os responsáveis pela cadeia econômica dessas atividades ilegais e que pretende juntar elementos para um processo criminal. A Operação Floresta Livre não tem data para encerrar.



Extraído do site http://www.funai.gov.br/

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Professores Mebengokré/Kayapó encerram mais uma etapa do curso de formação em magistério indígena


Apresentação de trabalhos.
Foto: acervo do curso de formação
No último dia 30 de maio os professores indígenas Mebengokré/Kayapó encerraram com louvor mais uma etapa de seu curso de formação em magistério indígena, que congrega também o ensino médio.
O município de São Félix do Xingu vem sediando as últimas etapas e recebeu durante duas semanas aproximadamente 36 professores indígenas de 17 aldeias. O curso, que iniciou ao final de 2008, tem perspectiva de conclusão em 2014. Apesar do atraso em seu andamento, o panorama ao término é promissor, com a continuidade no ensino superior através das licenciaturas interculturais.




No encerramento, estiveram presentes a coordenadora da SEDUC - PA  Jacilene,  responsável pelo módulo, a secretária de educação de São Félix do Xingu, Viviane Cunha, representantes do Conselho Estadual de Educação, da Prefeitura de São Félix do Xingu,  o Padre Raimundo Camacho, do Conselho Indígena Missionário e ainda a FUNAI, através do chefe de divisão paulo Roberto, do chefe da CTL de São Félix do Xingu,  Clésio, e da servidora responsável pelo setor de educação da CR, Maria Alice Xavier.                

                             
Secretária de Educação de São Félix do Xingu na cerimônia de encerramento


O Conselho Estadual de Educação esteve presente principalmente para vistoriar o andamento das atividades, uma vez que esta é uma prerrogativa fundamental para regulamentar o curso na modalidade de escola itinerante.

 Na fala de todos esteve presente o reconhecimento pelo esforço e determinação dos professores indígenas, bem como a importância do curso no avanço dentro da educação indígena, que só irá alcançar qualidade plena  à medida que as comunidades também tiverem autonomia para pensar e fazer sua educação, e os professores indígenas são peças fundamentais nesse processo.


Trabalhos produzidos pelos alunos
Foto: acervo do curso de formação


A próxima etapa do curso já está agendada para iniciar em 10 de julho, também no município de São Félix do Xingu.
Os professores indígenas comemoraram o encerramento com muita dança e no dia seguinte retornaram às suas aldeias para continuarem o aprendizado, desta vez nas salas de aula em que trabalham.


Danças em comemoração ao encerramento
Danças para comemorar o encerramento do módulo

terça-feira, 24 de abril de 2012

19 de abril: uma data de muitas comemorações

O Dia do Índio, comemorado em todo o Brasil no dia 19 de abril, sem dúvida é uma data simbólica e muito comemorada por todas as etnias do país.

Seja como um dia importante para refletir sobre os desafios do indigenismo , ou ainda para valorizar e fortalecer as culturas indígenas, o certo é que o dia do índio é um dia de dança, comemoração e festa em todas as aldeias simplesmente por ser o seu dia.

Para os Mebengokré∕Kayapó este sem dúvida é um dia de festa e este ano foram muitas as comemorações.



Mulheres da aldeia Turedjam disputam partida de futebol com alunas da rede municipal de ensino


Em São Félix do Xingu, a secretaria municipal de educação realizou a Semana dos Povos  Indígenas, com atividades culturais e esportivas entre os dias 17 e 19. A estimativa é de que havia mais de 2.000 índios na cidade, representantes de todas as nove aldeias do município, além de outras convidadas.

A aldeia Turedjam também realizou festa em comemoração ao dia do índio e também em comemoração ao aniversário da aldeia. Foram convidadas outras sete comunidades. Com muita dança, banho de rio e atividades esportivas, todos se divertiram entre os dias 19 e 22, além de receberem diversos convidados, como o  prefeito e secretários do município de Ourilândia do Norte,  alunos de escolas municipais, além de outras autoridades  e instituições da região.

A Vale S.A realizou também o intercâmbio cultural entre Kayapós e Xikrins. O dia 21  foi marcado por atividades esportivas entre as etnias e também  entre os funcionários da empresa, além de entretenimento para crianças e um saboroso almoço de confraternização.



Almoço servido no intercâmbio cultural entre Kayapós e Xikrins


Paralelo a esses eventos,  todas as aldeias comemoram com muita festa seu dia tão especial. Com apoio das prefeituras, vizinhos ou simplesmente por conta ´própria, 19 de abril sempre será um dia de muita dança, berarubu e orgulho por serem  indígenas.





Índios Kayapó dançando na premiação esportiva do intercâmbio cultural